Mais de metade da população vive em grupos de duas ou mais cidades, diz IBGE

Mais de 7,4 milhões de pessoas se deslocam entre municípios para trabalhar ou estudar


Arranjos populacionais e concentrações urbanas – Editoria de Arte

RIO – Cerca de 106,8 milhões de pessoas — o equivalente a 55,9% da população brasileira — moram em municípios que formam arranjos populacionais, agrupamentos de duas ou mais cidades com grande movimentação de habitantes. Segundo o levantamento, baseado no Censo Demográfico de 2010, quase 7,5 milhões de pessoas no país se deslocavam entre municípios desses arranjos para estudar ou trabalhar, sendo que São Paulo liderava o ranking dos deslocamentos. Mais de um milhão de pessoas se deslocam diariamente para trabalho ou estudo entre os municípios.

Os dados foram divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo de 2010. O mapeamento é uma nova demonstração do crescimento urbano do país, que “derruba” as fronteiras das cidades. Por isso, é necessário criar políticas públicas voltadas para uma esfera maior do que a municipal. Segundo o IBGE, as estatísticas também podem estimular as prefeituras a estabelecer parcerias para combater problemas em comum.

São, ao todo, 294 arranjos, formados por 938 municípios. O estudo e o trabalho são as principais razões para o deslocamento da população. Considerando arranjos formados entre municípios brasileiros e cidades de países vizinhos, a população que se desloca no cotidiano sobe para 107,7 milhões.

O Sudeste é a região com maior número de arranjos populacionais — são 112, por onde circulam 57,8 milhões de pessoas (o equivalente a 72% dos habitantes destes estados). A Região Sul conta com 85 arranjos, seguida por Nordeste (56), Centro-Oeste (24) e Norte (17).


Deslocamentos urbanos no estado do Rio – Divulgação / IBGE

No Estado do Rio, os principais fluxos de deslocamento diário de moradores são entre as cidades de Rio de Janeiro e Duque de Caxias (119 mil pessoas), além de Niterói e São Gonçalo (120 mil). A região metropolitana fluminense concentra 18 municípios e 85,7% de sua população. Já em São Paulo, os maiores deslocamentos acontecem entre Osasco e Guarulhos (146 mil pessoas). A concentração de municípios paulistas é tamanha que a capital é conhecida como cidade-região.

Ainda não existe uma integração urbana contínua entre os 430km que separam Rio e São Paulo – algumas áreas ao redor destas capitais são rurais. No entanto, há um deslocamento constante de uma até a outra para 13,4 mil pessoas, principalmente em função do trabalho (em 57,7% dos casos) ou de estudos (40,5%).

— Fizemos uma síntese do que acontece hoje no país — define Monica O’Neill, pesquisadora do IBGE. — Em vez de estudarmos apenas as metrópoles, identificamos também as pequenas concentrações. Algumas contam com um papel estratégico e uma dinâmica própria que não vimos nas grandes cidades.

Para Monica, o levantamento também evidencia novas demandas que devem ser atendidas pelo poder público.

— Vemos os problemas relacionados à mobilidade urbana, e acredito que estas imagens podem auxiliar (novos projetos) — destaca. — A lógica do mercado de trabalho é diferente da lógica da moradia. Então, a periferia é cada vez mais incorporada à cidade.

No estudo, o instituto destaca que a urbanização é um movimento que atingiu “níveis de complexidade de grande magnitude”. Não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Cerca de metade da população mundial já habitam centros urbanos. Em 2050, 70% da Humanidade viverão em cidades. O fenômeno será ainda mais nítido nos países em desenvolvimento.

Segundo a ONU, São Paulo será, em 2025, a sétima maior cidade do mundo, e o Rio ocupará a 22ª posição.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/mais-de-metade-da-populacao-vive-em-grupos-de-duas-ou-mais-cidades-diz-ibge-15685671#ixzz3VQSgA1UG

Fonte: O Globo

Técnicos realizam diálogos sobre anuência prévia – Cartilha do Termo de Anuência Prévia

SAMSUNG CAMERA PICTURESFuncionários das secretarias de Meio Ambiente e de Planejamento de alguns municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre participaram do encontro realizado pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional, na última sexta-feira (13), sobre anuência prévia. A Coordenação de Planejamento Urbano e Regional (CPUR) da Metroplan reuniu arquitetos que falaram sobre a Região Metropolitana e temas como; Minha Casa, Minha Vida; licenciamento ambiental; e anuência prévia.

Heleniza Campos, arquiteta e doutora em geografia, iniciou as apresentações com a situação das Regiões Metropolitanas no Brasil. As relações, sejam elas verticalizadas entre municípios, governo federal e estado ou horizontalizadas entre municípios, são de pouco diálogo. Esse distanciamento está entre as questões contemporâneas das Regiões Metropolitnas. Praticamente todas as RMs brasileiras, segundo Heleniza, possuem esses problemas, porque os municípios são responsáveis pela gestão do território, planos diretores, fundos de investimento e controle fiscal. Mas, “quando o assunto ultrapassa os limites do município, como um curso d’água, por exemplo, há essa dificuldade de sair de sua escala e pensar no metropolitano”, acrescenta.

Por outro lado, existem municípios menores, não necessariamente pertencentes a uma Região Metropolitana, que se sobrepõem aos limites territoriais e se unem para solucionar problemasem comum. Esses arranjos regionais são os chamados consórcios, que geralmente agrupam municípios de até 20 mil habitantes. Os resultados são favoráveis, pois, de acordo com a arquiteta, quando é solicitada uma verba para solucionar um problema, é muito mais fácil que um grupo o faça.Em Santa Catarina, há um exemplo que deu certo. O Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental, do Meio Oeste de Santa Catarina, é constituído por 14 municípios, responsável pela operacionalização de um laboratório Regional de Controle da Qualidade da Água e Esgoto, que esta sendo construído na cidade de Capinzal. “É um momento de repensar o papel, não só das instituições que lidam com a gestão metropolitana, mas também de reinterpretar como é que o espaço metropolitano está se organizando agora”, conclui Heleniza.

A arquiteta Lúcia Melchiors, mestre em planejamento urbano e regional, apresentou sua dissertação sobre a distribuição territorial dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida na RMPA. No estudo, Lúcia Abordou a questão da política habitacional e as informações coletadas sobre como esses empreendimentos são distribuídos. Segundo a arquiteta, as construções são feitas em poucos municípios, correspondentes ao núcleo mais central da região.

Em sua dissertação, Lúcia verificou que 70,6% dos municípios da RMPA fazem parte do programa, ou seja, 10 municípios não têm nenhuma unidade contratada. 85% se concentramem Porto Alegre, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Canoas, Novo Hamburgo, Cachoeirinha, Gravataí e Alvorada. Além disso, poucas empresas são responsáveis pelo maior volume de empreendimentos, que são distribuídos nas áreas mais periféricas dos municípios. Este fator se deve ao custo mais acessível ao setor imobiliário e à possibilidade de construir em terrenos maiores. Em contrapartida, o poder público sai perdendo, arcando com mais despesas com saúde e transporte público, por exemplo.

Uma das idealizadoras do evento, a bióloga da Metroplan, Karin Potter, avaliou positivamente o encontro, que serviu para esclarecer dúvidas das secretarias municipais de Meio Ambiente e Planejamento. A apresentação de Karin foi sobre o tema principal, a anuência prévia. É possível acessar a Cartilha do Termo de Anuência Prévia, na íntegra, aqui.

XVI ENANPUR_Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional

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BELO HORIZONTE, 18 A 22 DE MAIO DE 2015

TEMA CENTRAL

Espaço, planejamento e insurgências:

alternativas contemporâneas para o desenvolvimento urbano e regional

O espaço social, urbano e regional, vem ganhando cada vez maior proeminência na vida contemporânea, colocando em evidência não somente as demandas para seu planejamento mas especialmente suas apropriações insurgentes. As mobilizações políticas contemporâneas ressaltam a premência de uma renovada compreensão dos processos socioespaciais e políticos que vivemos e criam a necessidade de avanços nas nossas pesquisas e discussões a respeito da produção do espaço urbano-regional.

O XVI ENANPUR, a se realizar em Belo Horizonte em maio de 2015, tomou como referência temática a questão do espaço, do planejamento e da insurgência sócio-política no contexto urbano-regional, considerando que esta contemporaneidade pode lançar uma nova perspectiva sobre os temas que historicamente têm orientado nossos estudos e pesquisas no país.

De outra parte, as visões tradicionais do desenvolvimento há muito vêm sendo questionadas, ou mesmo negadas, e a construção de alternativas para novas oportunidades e possibilidades de organização socioespacial no país – e particularmente na escala urbano-regional – é a referência principal que deve orientar nossos estudos, propostas e debates no XVI ENANPUR. Neste sentido, os dez subtemas, as mesas e as demais sessões devem se somar na invenção de alternativas contemporâneas para o desenvolvimento urbano e regional no Brasil.

 

INSTITUIÇÕES PROMOTORAS

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional –

Anpur

Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional – Cedeplar/UFMG

Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – NPGAU/UFMG

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais – PPGCS/PUC-Minas

Programa de Pós-Graduação em Economia – PPGE/UFU

Programa de Pós-Graduação em Geografia – PPGG/UFMG

 

CONTATO

xvienanpur@gmail.com

 

 

Zurique: “Você é bem-vindo na cidade, mas seu carro não”

*Vídeo em inglês

Em Zurique, a cidade mais populosa da Suíça, 32% dos deslocamentos são feitos em transporte público e 42% a pé ou em bicicleta – números que fizeram com que esta cidade europeia se tornasse um exemplo de mobilidade urbana. Mesmo que para muitos seja um exemplo menos conhecido do que Amsterdã, Copenhague e Hamburgo, isto não a torna menos admirável.

Zurique conseguiu desenvolver um sistema de transporte eficiente, integrado e multimodal, que permite aos seus cidadãos ir até quase qualquer lugar da cidade sem a necessidade de utilizar um automóvel. Hoje, 26% dos deslocamentos são feitos em veículos motorizados privados (automóveis ou motos).

No vídeo no início desse artigo, a Streetfilms conta – através dos depoimentos de cidadãos, funcionários do departamento de transporte da cidade e outros profissionais relacionados a indústria da mobilidade – como Zurique se converteu em uma cidade que está sempre nos primeiros lugares dos rankings de qualidade de vida.


Compromisso Histórico

Uma das medidas fundamentais que alçou Zurique à posição que se encontra hoje foi um decreto promulgado em 1996, conhecido como “Compromisso Histórico”, o qual estabeleceu um número máximo de estacionamentos dentro da cidade.

Desde a promulgação do Compromisso Histórico não é possível construir novos estacionamentos, a menos que o novo estacionamento esteja substituindo um já existente. Este decreto também estabelece o uso do espaço viário como forma de assegurar que ele não seja projetado exclusivamente para os automóveis.

Sistema anti-congestionamento veicular

A cidade também estabeleceu um sistema de controle do trafego que, através de 4.500 sensores, monitora o número de automóveis circulando nas zonas centrais da cidade. Quando o número de automóveis supera a quantidade máxima que a cidade pode acolher sem risco de congestionamentos, o fluxo de automóveis que vêm das rodovias e das principais avenidas é interrompido até que o congestionamento diminua.

Além das medidas anteriores, nos últimos anos foi ampliada a rede de VLT que é conectada com trens e ônibus, além disso, as autoridades implementaram programas de incentivo a bicicleta (hoje 6% dos deslocamentos são feitos em bicicleta, número que está crescendo), aumentaram as áreas de pedestres, melhoram os espaços públicos e estabeleceram ruas livres de automóveis e outras  zonas 30 e zonas 20, onde só é possível circular a 20 ou 30 km/h.

A união de todas estas medidas faz com que Zurique esteja se transformando em um grande exemplo de uma cidade pensada para as pessoas e não para os automóveis, seguindo uma tendência mundial que procura melhorar a qualidade de vida nas cidades, tornando-as mais caminháveis e agradáveis para os cidadãos.

Fontes: Gizmodo.com, Thefixcitybrasil.com, TreeHugger, Streetfilms, Moma.biz

Tradução:  ArchDaily Brasil

Prefeitura inicia obras de corredor exclusivo de ônibus em Florianópolis

Anel viário vai ser construído na região central da Ilha de Santa Catarina. Previsão é de que obra orçada em R$ 150 mi seja entregue em 2018

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Com 17 quilômetros de extensão, Florianópolis terá, em três anos, – segundo prevê a prefeitura da capital – o primeiro corredor exclusivo de ônibus da cidade. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26) pelo prefeito Cesar Souza Junior. Ele passou detalhes das obras que iniciaram no último sábado (24). O anel viário vai ser construído na região central da Ilha de Santa Catarina.

O corredor de ônibus deve percorrer a Avenida Beira-Mar Norte, além de passar pelos bairros Trindade, Pantanal, Saco dos Limões e Prainha. O ponto inicial e o de chegada será no Terminal de Integração do Centro (Ticen). O objetivo, segundo o prefeito, é a melhoria da mobilidade urbana na cidade. As obras estão orçadas em torno de R$ 150 milhões, com recursos municipais, estaduais e federais e devem ser concluídas em 2018.

Nesta primeira etapa, que começou sábado, ocorre a retirada das árvores localizadas na marginal do trecho da Beira-Mar Norte, desde a altura do Direto do Campo até a sede da Polícia Federal. Após esta fase, as obras seguem para o trecho do Terminal de Integração da Trindade (Titri) e seguem até a altura da Secretaria Municipal de Saúde, na Trindade. Posteriormente, as marginais da Beira-Mar Norte irão compor o anel viário que será implantado na cidade.

Entre as melhorias que serão executadas, além da implantação das faixas exclusivas para o transporte coletivo e, dependendo do trecho, faixas preferenciais para o transporte público, o projeto prevê ainda melhora nas calçadas ao longo da via, sistema de controle de semáforo integrado, sinalização horizontal e vertical, faixa para pedestres e abrigos de passageiros.

Fonte: Mobilize Brasil

Foto:  Osvaldo Sagaz

Manaus melhora sinalização de vias para reduzir índice de acidentes

A Prefeitura de Manaus implantou nova sinalização para proporcionar mais segurança no trânsito em avenidas das zonas Centro-Sul e Leste da cidade. Uma nova faixa de pedestre reforça a travessia na avenida Autaz Mirim. No Parque das Laranjeiras, uma sinalização recém-implantada orienta o fluxo de veículos em um cruzamento que havia frequente registro de acidentes.

O trabalho de sinalização foi executado pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) nas duas áreas. Na avenida Autaz Mirim, em frente ao Sest Senat, a faixa de pedestres foi implantada nos dois sentidos da via. Alunos do centro de treinamento agora podem circular com mais segurança na avenida.

Manaus

Na avenida Professor Nilton Lins, esquina com a rua Marquês de Praia Grande, Parque das Laranjeiras, o Manaustrans instalou a sinalização para convergência de circulação de tráfego, com o objetivo de direcionar o itinerário dos veículos. O cruzamento recebeu placas de sentido, pintura e tachões no asfalto. As informações para os bairros do Parque 10 e Centro estão mais visíveis.

Antonio Pereira, 62, morador do bairro, ressalta que no local havia ocorrência de acidentes. “A nova sinalização dá mais segurança para pedestres e condutores que passam aqui neste cruzamento. Tenho certeza que, agora, os acidentes vão acabar”, assegurou.

Fonte: Mobilize Brasil

Catamarã da Zona Sul já está em funcionamento

O catamarã da zona sul, que liga a região com o centro de Porto Alegre e a cidade de Guaíba, já está em funcionamento desde o último dia 24 de dezembro. A inauguração do píer cristal ocorreu no último dia 12.

Confira aqui os horários do catamarã da zona sul.

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