Projeto de lei prevê Wi-Fi gratuito nos terminais de ônibus de Manaus

Um projeto de acesso gratuito à Internet nos terminais de ônibus de Manaus foi proposto na última quarta-feira (23) na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Sob avaliação da Mesa Diretora da casa, ele prevê acesso sem limite de tempo pelos usuários e ainda especifica a velocidade mínima, que seria de 2 MBps.

A iniciativa também determina que letreiros claros e acessíveis deverão ser fixados nesses locais, informado a existência de rede sem fio (“Free Wi-Fi Zone”) para uso dos passageiros. O projeto é de autoria do vereador Marcelo Serafim (PCB), que justificou a proposta como um meio de levar Internet de qualidade à população.

Todos os cinco terminais de integração (Centro, Cachoeirinha, Cidade Nova, Jorge Teixeira e São José) deverão ser contemplados pela medida. Manaus, que dispõe de poucos lugares públicos com acesso à redes sem fio, ainda não conta com uma conexão a uma velocidade razoável ou que não esteja sujeita a falhas frequentes.

“Os esforços têm sido feitos para determinar o acesso em todos os países com enfoque em políticas públicas que possibilitem aos cidadãos usufruir deste benefício conhecido como ‘inclusão digital’”, afirmou.

 

Fonte: Mobilize Brasil

Prefeitura de Fortaleza anuncia 122 km de faixas exclusivas e ônibus com ar-condicionado

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (24), o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PSB) fez o lançamento de um programa para implantação de novas faixas exclusivas de ônibus na cidade. Com a medida, que começa a ser executada agora em agosto e vai até julho de 2015, a cidade deverá passar de 15 km a 137 km de vias prioritárias para a passagem do transporte coletivo.

O total de 122 km de novas faixas, que também poderão receber vans e táxis, serão executadas nas principais vias da cidade. Até outubro deste ano, seis avenidas devem ganhar as faixas exclusivas: Av. Carapinima, Av. da Universidade, Av. José Bastos, Av. Domingos Olímpio, Av. Antônio Sales e Av. Godofredo Maciel. Ao final de três meses estarão em operação 28,8 km das novas vias.

Com a medida, a expectativa da administração é aumentar em até 40% a velocidade dos veículos, melhorando a fluidez do trânsito e diminuindo assim o tempo de deslocamento dos passageiros. Somada ao Bilhete Único e à integração entre ônibus e vans, essa ação de priorização do transporte público acabará gerando uma nova demanda para os ônibus em Fortaleza, afirmou o prefeito.

A escolha das vias selecionadas foi baseada em dois critérios: a estrutura viária e o fluxo de coletivos que transitam por elas. Todas as avenidas contam com pelo menos três faixas de circulação; além disso, são vias que recebem alto volume de ônibus e vans diariamente. Nas avenidas Carapinima e Universidade, por exemplo, o fluxo chega a ser de 200 coletivos por hora.

Num primeiro momento, os carros particulares que não respeitarem as faixas de ônibus não serão multados, apenas orientados, afirmou Roberto Cláudio. Mas, passado um mês da implantação da faixa, haverá fiscalização eletrônica, com penalização prevista em lei.

Sinalização e novos abrigos

Para garantir o início do funcionamento das faixas, as vias selecionadas receberão nova sinalização, equipamentos de fiscalização e novos abrigos nos pontos de parada, com cobertura metálica, iluminação e placas de orientação do percurso da linha. As medidas terão gasto estimado de R$ 70 mil a R$ 80 mil por quilômetro, totalizando até R$ 9,76 milhões.  

A Av. José Bastos e a Av. Presidente Costa e Silva (Perimetral) terão faixas exclusivas que serão, posteriormente, substituídas por corredores exclusivos de ônibus (localizados à esquerda do canteiro central).

Ar-condicionado 

Além das faixas, a prefeitura de Fortaleza determinou o prazo de seis anos para que toda a frota de coletivos da cidade tenha ar-condicionado. A partir de dezembro deste ano, todo novo veículo adquirido pela frota deverá contar com esse dispositivo. A cada ano, pelo menos 12,5% da frota de ônibus serão substituídos por veículos com ar-condicionado.

Uma pesquisa realizada pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza em 2013 apontou que 43% dos usuários de transporte público consideram ar-condicionado o principal atributo de conforto. Segundo Roberto Cláudio, a reposição da frota será gradual para não impactar negativamente no preço da tarifa e por não ser possível instalar ar-condicionado nos ônibus existentes, sendo necessária a troca por veículos que já tenham essa estrutura. “Acreditamos que dando mais rapidez aos ônibus, reduzindo o tempo de espera e garantindo conforto, estamos oferecendo ao cidadão a possibilidade de não usar o transporte privado, que engarrafa as vias e traz prejuízos à mobilidade urbana”, declarou o prefeito. 

As 15 vias que receberão faixas exclusivas até julho de 2015 são: Av. da Universidade, Av. Carapinima, Av. José Bastos, Av. Eng. Santana Júnior, Av. W. Soares, Av. da Abolição, Av. Godofredo Maciel, Av. Osório de Paiva, Av. Bernardo Manuel, Av. Pres. Castro e Silva, Av. Cel. Matos Dourado, Av. Alberto Craveiro, Av. Raul Barbosa, Av. Domingos Olímpio/Antônio Sales e Av. Leste Oeste.

 

Fonte: Mobilize Brasil

Transporte conectado na Finlândia

A cidade de Helsinque, capital da Finlândia, estuda adotar um plano de transporte urbano que use a tecnologia para aliar os vários meios de transporte disponíveis na região, a fim de reduzir drasticamente a frota de automóveis privados. Segundo o diário finlandês Helsingin Sanomat, a ideia é reunir todos os serviços oferecidos pelas diferentes operadoras regionais num só aplicativo.

Um exemplo do conceito é que uma rota pode aliar um aluguel de bicicleta, um trecho de bonde e, por fim, uma locação de veículo por causa de mudanças meteorológicas, tudo coordenado pelo aplicativo e mediante um só pagamento. A prefeitura da cidade quer começar a testar o plano já no começo de 2015 e fazer experiências até uma possível implantação completa em 2025. O primeiro bairro contemplado seria Vallila, uma região que alia residências e algumas indústrias, e o segundo seria Kalasatama, no centro da capital.

Finlândia

Os primeiros estudos foram feitos a partir de uma tese de mestrado escrita por Sonja Heikkilä, engenheira de transportes da prefeitura de Helsinque. “O carro não é mais um sonho de consumo para os jovens”, disse Heikkilä, acrescentando que os mesmos pedem uma malha de transportes mais simples, mais flexível e mais barata, algo ainda não oferecido pelo sistema atual em Helsinque, onde não existe uma operadora única de todos os transportes públicos.

A engenheira cita o setor de telecomunicações como modelo para uma oferta de serviços diferente do atual. Nele, uma pessoa poderia pagar por transporte pelo quilômetro, enquanto outra poderia comprar um pacote mensal que incluiria um número fixo de quilômetros rodados em carro de aluguel e também um bilhete para a utilização da malha de metrô da cidade.

“Acho que esse sistema poderia funcionar, mesmo que as pessoas mais velhas não queiram deixar de ter seus carros. Esse tipo de mudança é gradual”, explica Heikkilä, acrescentando que os dez anos de testes devem ser suficientes para assegurar uma mudança no comportamento dos habitantes da capital finlandesa.

 

Fonte: Carta Capital

 

Da teoria à prática – a fiscalização no transporte intermunicipal

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Com a contratação emergencial de 30 fiscais no primeiro semestre de 2014, a Metroplan tem intensificado a fiscalização do transporte para atender à demanda acumulada nos últimos anos. Hoje o usuário tem neles uma resposta às suas solicitações. Horários, condições dos veículos e respeito aos usuários são verificados pelas equipes espalhadas pelos terminais de ônibus intermunicipais em Porto Alegre.

Depois de duas semanas de treinamento teórico, iniciado em maio, os colaboradores foram às ruas colocar seus conhecimentos em prática. “Visitamos empresas, então a saída de campo é muito útil”, garante Jeneffer Lima. Legislação e prática da fiscalização em garagens foram abordados no treinamento, realizado, principalmente, pelo técnico Danilo Landó, na Diretoria de Transporte Metropolitano. “É importante conhecer bem a legislação para aplicá-las”, pontua Ricardo da Rosa.

 Os fiscais deixam clara a eficácia dos dias em que ficaram apenas dentro de uma sala. Sair às ruas agora é o momento de aplicar a avaliar o conhecimento adquirido. Para alguns deles, o maior desafio agora é o relacionamento com as pessoas, tanto usuários quanto funcionários das empresas.  “No início a relação com fiscais das empresas era conturbada, mas agora já está fluindo bem”, relata Adriano Andrade.”Lidar com as pessoas, com as emoções é o mais difícil”, assegura Sandro de Leon. Os usuários passam a enxergar no fiscal uma proteção e uma segurança para garantir seus direitos, segundo De Leon. Lucas Tafas também acredita que o contato com as pessoas pode gerar transtornos. “Conseguir unir boa relação com usuário e operadores é o maior  desafio, eles não estavam mais acostumados com o trabalho dos fiscais da Metroplan.

Ricardo da Rosa acredita que os objetivos são os mesmos dos usuários e que, por isso, a relação se torna muito mais amistosa. “Além de sermos fiscais, somos usuários também, então o que eles querem é o mesmo que nós queremos “, explica. “Éramos passageiros, agora estamos vendo o outro lado”, lembra Elizabet Salvi.

No dia 27 de junho houve mais um treinamento. Dessa vez no Trensurb, focado nas linhas alimentadoras dos municípios do eixo norte. Ainda falta a vivência maior nas garagens e aperfeiçoamento em blitz, segundo Clefeton Monticeli, coordenador de fiscalização. O técnico garante que o laudo de vistoria da Metroplan é o melhor e mais completo do Brasil. Antes de outubro de 2013, o laudo aceito era do Daer. Hoje, o Daer é quem aceita o da fundação.

Os usuários já relatam os diversos problemas percebidos diariamente nos terminais. O maior número de reclamações foi para a empresa Transcal, pelo descumprimento da tabela de horário, condições dos ônibus e falta de acessibilidade para cadeirantes. Jorge Leão e Cristiane Lara, no terminal Antônio de Carvalho linha TM3 – RS118, acreditam que, consequentemente, a presença de fiscais está mudando a situação.

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Texto e fotos: Evelyn Heinrich

Transporte público de Palmas ganha sistema de monitoramento por GPS

Palmas

Os ônibus que circulam na capital estão sendo monitorados por um novo sistema. Desde o dia 3 de junho, os 217 coletivos de Palmas contam com um Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês). Este sistema envia dados como a localização, a velocidade, a direção e o número de paradas que cada veículo realizou. Os dados são analisados por fiscais na Central de Monitoramento, que fica na secretaria de trânsito municipal. O sistema foi implantado pelo Sindicato das Empresas de Transporte e o monitoramento é feito de forma conjunta com a secretaria através de um termo de cooperação.

Neste primeiro momento o monitoramento a distância é feito apenas entre 8h e 18h, com dois fiscais por período. Já a fiscalização nas ruas continua a funcionar das 6h até meia-noite, com 11 fiscais. O novo sistema não vai substituir a ação dos agentes de trânsito nos pontos de parada, pois ela apenas permite saber se os horários estão sendo cumpridos e se algum ônibus apresenta problemas, mas não mede a qualidade do atendimento aos usuários.

Na capital, dos 217 veículos de transporte público, 200 estão em circulação e 17 são ônibus reserva. A rede é composta por 69 linhas que são utilizadas em média por 80 mil pessoas todos os dias.

 

Fonte: Mobilize Brasil

Foto: Valério Zelaya/ Prefeitura de Palmas

Que tal saber, em tempo real, se o melhor é pegar metrô, trem ou ônibus?

Pesquisador propõe à cidade de SP uma solução inteligente, com câmeras de monitoramento que informam ao usuário a capacidade de momento dos vários modos de transporte

 

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Imagine a situação: alguém chega ao terminal rodoviário Tietê, na zona norte de São Paulo e, rapidamente, precisa saber qual a melhor rota e o modo mais tranquilo de seguir com o transporte público até outro extremo da cidade, digamos a região da Berrini. É claro que a pessoa ficará indecisa, sem saber se deve pegar o metrô ou se vai encontrar um trem lotado, andando devagar; e de ônibus, quanto tempo gastaria?, cogita.

Este dilema, comum a todo usuário do transporte coletivo de grandes cidades como São Paulo, ocorre porque não existe disponível no país nenhum serviço integrado, que forneça informações, em tempo real, sobre a capacidade de cada sistema de transporte – metrô, trem ou ônibus urbanos.

Preocupado com o que considera uma falha de comunicação que afeta toda a mobilidade urbana, o pesquisador Jaguaraci Batista Silva, mestre em ciências da computação, desenvolveu um projeto na área de arquitetura de software para a construção de um sistema inteligente, simples de implantar e de custo razoável, garante.

O trabalho, intitulado “Mobilidade urbana por meio de vias inteligentes”, propõe uma solução com uso de sensores para monitoramento em tempo real das condições do transporte público. Por este recurso, os dados coletados diretamente das vias são direcionados a centros de controle integrados que, por sua vez, repassam as informações ao usuário através de painéis de led instalados em estações e pontos de embarque do transporte.

Soluções já existem

Segundo Jaguaraci, cidades europeias como Santander, na Espanha, já utilizam sensores para mapear e monitorar o transporte. Também aqui esta aplicação é necessária e, ele completa, já existem câmeras nas principais vias da cidade, o que facilitaria agregar um serviço de informação básica sobre a capacidade do transporte.

A grande maioria da população que reclama do transporte já faz uso de smartphone, observa o pesquisador. Então, diz ele, um sistema de informação informatizado seria facilmente incorporado e muito útil a estes usuários.

“Minha proposta é melhorar a mobilidade urbana. E justamente agora que está em discussão na cidade de São Paulo um plano de mobilidade urbana, gostaria muito de compartilhar meu conhecimento e tornar este projeto de domínio público. Meu interesse, o que eu posso fazer, é isso, contribuir para tentar melhorar o transporte público”, declara o pesquisador.

Para saber mais, leia a apresentação do trabalho de Jaguaraci Silva na seção Estudos do Mobilize.

 

Texto: Mobilize

Foto: Ricardo Guimarães / CPTM

Metrô, trem ou ônibus? Projeto propõe solução inteligente para o caos das grandes cidades

De um lado para o outro, São Paulo pode ser considerada uma cidade imprevisível quando o assunto é mobilidade. Trem, ônibus, carro, metrô? O que fazer? Como ir? Entre dúvidas e incertezas, o dilema comum a todo usuário do transporte coletivo das grandes cidades é a única certeza de uma aventura cotidiana.

Diante dos desafios que procuram uma solução para a questão da mobilidade urbana, o pesquisador Jaguaraci Batista Silva desenvolveu um projeto para a construção de um sistema inteligente, fácil e de custo razoável.

“Mobilidade urbana por meio de vias inteligentes” é o nome do projeto, cuja solução propõe uso de sensores para monitoramento das condições do transporte público em tempo real. Baseado em dados coletados diretamente das ruas e trilhos, as informações são envidas a centros de controle integrados que repassam as condições ao usuário através de painéis instalados em estações e outros pontos de embarque.

A ideia, que aqui ainda não passa do papel, já é praticada em cidades da Europa, como Santander, ao norte da Espanha. Por lá, o sistema de sensores de mapeamento e monitoração, conta com câmeras espalhadas pelas principais vias  da cidade, facilitando o serviço de informação.

Fonte: Mobilize Brasil